FOGO, VELAS E MACUMBA NA MADRUGADA: DA DIVISA DOS BAIRROS À FRONTEIRA DOS MUNDOS
Uma rosa no cabelo, a alça do vestido caída e uma vela acessa. O que parecia um pagode de longe era uma curimba de perto. Entre gargalhadas e um arquivo confidencial do meu passado sendo revelado na penumbra, entendi que o underground também tem seu ar religiosamente misterioso Era um sábado promissor, começo de mês, ferpela no bolso e aquela falsa empolgação de início de mais uma temporada de trinta dias. As contas pagas e comida no armário: é chegada a hora de perambular, porque ninguém é de ferro. Uma festa de bacana rolava num clube no centro, com todo aquele visual elitista que a gente já conhece — portaria, piscina, música ao vivo e rastro de Carolina Herrera pra todo lado. Gente na estica desfilando para eles mesmos, competindo atenções e olhares. Posta um story , toma um gole e confere mensagens. Isso não tem nada a ver comigo. Paguei um banho, vesti o uniforme noturno — aquele tipo de vestimenta com que você entra e sai de qualquer lugar sem ser notado e ninguém vai...